emprestimos-consignados09 de maio de 2026 · 01:37
TCU autoriza retomada dos empréstimos consignados após recurso da AGU
TCU libera empréstimos consignados pessoais do INSS após recurso da AGU, mas mantém suspensão de cartões por irregularidades detectadas.
Redação09 de maio de 202601:37emprestimos-consignados
O ministro Marcos Bemquerer Costa, do Tribunal de Contas da União, autorizou na sexta-feira (8) a retomada dos empréstimos consignados do tipo pessoal vinculados ao INSS. A decisão atendeu recurso da Advocacia-Geral da União e vale até o julgamento definitivo do plenário.
As modalidades de cartão de crédito consignado e cartão de benefício permanecem suspensas. O TCU mantém a proibição dessas operações devido ao alto índice de irregularidades detectadas em auditorias.
## Defesa apresentada pelo governo
A AGU alegou que a suspensão completa dos empréstimos consignados provocaria consequências econômicas e sociais significativas. O Executivo defendeu que a medida prejudicaria o acesso ao crédito pelos beneficiários e os direcionaria para linhas mais onerosas.
Segundo argumentos governamentais, aposentados seriam forçados a buscar modalidades com juros mais altos. Essa situação elevaria o risco de superendividamento e reduziria a circulação de recursos na economia.
## Melhorias na segurança do sistema
Bemquerer ressaltou os progressos na implementação de controles de segurança no sistema eConsignado. "Novas informações sobre o estágio avançado da implementação das demandas estruturantes da segurança dos empréstimos consignados pessoais justificam a suspensão excepcional da medida cautelar", registrou o ministro.
A suspensão inicial aconteceu em 29 de abril após o TCU constatar falhas graves no sistema. Os problemas incluíam contratos não autorizados, empréstimos consignados em nome de pessoas falecidas e fraudes documentais.
## Irregularidades nos cartões se mantêm
Relatórios da Controladoria-Geral da União apontam índices alarmantes de problemas nos cartões consignados. As auditorias mostraram que 36% dos entrevistados não reconhecem ter contratado o produto.
Dados adicionais revelam situação preocupante: 25% negaram ter solicitado o cartão, 36% afirmaram não receber os valores do saque e 78% disseram não receber faturas. Esses números representariam todo o cenário do mercado?
## Setor movimenta recursos bilionários
O mercado de crédito consignado gira cerca de R$ 100 bilhões por ano e atende milhões de segurados do INSS. Projeções do setor bancário indicam que aproximadamente 17 milhões de aposentados e pensionistas seriam impactados pela paralisação total.
Mais de 50% desse público possui restrições creditícias e não consegue acessar outras linhas convencionais de crédito. A suspensão havia causado apreensão no mercado financeiro e nas esferas governamentais.
## Reformas estruturais implementadas
O governo implementou modificações permanentes no crédito consignado por meio da medida provisória do novo Desenrola Brasil. O cartão consignado será eliminado de forma gradual até 2029, com redução progressiva a partir de 2027.
Para os empréstimos consignados tradicionais, o prazo máximo subirá de oito para nove anos. O limite de comprometimento de renda diminuirá de 45% para 40% e, posteriormente, será reduzido até 30%.
## Posicionamento do setor bancário
Representantes do mercado financeiro elogiaram a decisão parcial do TCU. A Associação Brasileira de Bancos, Febraban e Zetta destacaram a sensibilidade do tribunal diante dos impactos da suspensão total.
"A revogação parcial demonstra a relevância de uma linha de crédito que atende população de baixa renda em vulnerabilidade financeira", declararam em nota conjunta.
A funcionalidade dos novos mecanismos de segurança do sistema eConsignado será avaliada nos próximos meses, quando o TCU verificará se as falhas estruturais foram corrigidas definitivamente. O julgamento final sobre a continuidade das operações aguarda análise do plenário da Corte, sem data estabelecida para acontecer.
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Redação
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Equipe de jornalismo.
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